A Reforma Tributária sobre o Consumo já está trazendo mudanças práticas para a rotina das empresas brasileiras. E, para micro e pequenas empresas, o momento de começar a se preparar é agora.
Nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, termina o prazo de opção pelo Simples Nacional para 2027, válido para empresas que ainda não são optantes e querem ingressar no regime. O mesmo prazo vale para quem já está no Simples e deseja recolher IBS e CBS pelo regime regular (“por fora” do Simples) no primeiro semestre de 2027.
Mais do que acompanhar os prazos, esse cenário reforça uma necessidade que já existe há algum tempo: ter processos, informações fiscais e dados da empresa organizados.
Mas o que muda na prática? E como a tecnologia pode ajudar nesse processo?
O que está mudando para as empresas?
A Reforma Tributária está modificando gradualmente a estrutura de tributação sobre o consumo no Brasil.
Entre as mudanças está a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que fazem parte do novo modelo tributário.
Para as empresas do Simples Nacional, existem regras específicas. De acordo com a Receita Federal, a escolha feita em setembro de 2026 sobre IBS e CBS terá efeitos entre janeiro e junho de 2027. Quem já é optante e não fizer nenhuma escolha continua recolhendo esses tributos dentro do DAS, então não há motivo para pânico. A opção pelo regime regular pode ser cancelada até 30 de novembro de 2026, de forma irretratável. Há ainda uma nova oportunidade de escolha em março de 2027, para o segundo semestre daquele ano.
Por isso, não basta conhecer a mudança. É importante entender como ela pode afetar os processos da empresa.
E atenção às notas fiscais
Outras mudanças importantes já têm data definida, e o que vale para a sua empresa depende do que ela vende.
Para quem presta serviços: a partir de 1º de novembro de 2026, microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que estejam sujeitas à emissão de NFS-e deverão utilizar o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica, conforme a Resolução CGSN nº 191/2026. Os microempreendedores individuais (MEI) já são obrigados a usar a plataforma desde 2023.
Para quem vende produtos: a NFS-e não se aplica, mas a atenção deve estar na NF-e e na NFC-e emitidas no dia a dia. Segundo o cronograma da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, os documentos fiscais dos contribuintes do Simples Nacional passam a seguir as novas regras a partir de 1º de janeiro de 2027.
Isso significa que empresas precisam estar atentas não apenas às regras tributárias, mas também aos seus processos de emissão fiscal, do balcão ao escritório.
Por que a organização dos dados é tão importante?
Mudanças tributárias costumam impactar diversas áreas de uma empresa ao mesmo tempo.
Cadastro de produtos, emissão de documentos fiscais, vendas, estoque, financeiro e informações utilizadas pela contabilidade podem estar conectados.
Quando esses processos são feitos de maneira isolada, aumenta a possibilidade de retrabalho e inconsistências. Já quando as informações estão centralizadas em um sistema de gestão, fica mais fácil acompanhar os processos e manter os dados organizados.
1. Cadastro de produtos e serviços
Informações incorretas ou desatualizadas podem gerar problemas na operação e na emissão fiscal.
Por isso, revisar cadastros deve fazer parte da preparação da empresa para mudanças tributárias.
2. Emissão fiscal e PDV
A emissão de documentos fiscais é uma das áreas que mais exige atenção durante mudanças na legislação.
No comércio, ela acontece principalmente no ponto de venda (PDV), onde cada venda gera uma NFC-e ou uma NF-e. Quando o cadastro está correto e o sistema acompanha as alterações fiscais, o caixa segue emitindo os documentos sem depender de ajustes manuais e sem atrasar o atendimento.
Ter um sistema preparado para acompanhar as alterações reduz a necessidade de controles manuais e ajuda a manter a emissão integrada à operação.
3. Estoque
No varejo, a gestão tributária também está relacionada às informações dos produtos comercializados.
Um estoque bem organizado ajuda a empresa a ter uma visão mais confiável das movimentações e dos resultados da operação.
4. Financeiro
A gestão financeira também precisa acompanhar as mudanças.
Quando vendas, recebimentos, despesas e demais informações estão concentrados em um único ambiente, o empresário consegue ter uma visão mais clara do impacto das decisões sobre o caixa.
Tecnologia pode ajudar na adaptação
A tecnologia não substitui a orientação de um contador ou profissional especializado, mas pode facilitar bastante a organização da rotina empresarial.
Um sistema de gestão integrado permite centralizar informações que normalmente ficam espalhadas em planilhas, anotações ou diferentes ferramentas. Isso é especialmente importante em períodos de mudança.
Em vez de depender exclusivamente de processos manuais, a empresa pode utilizar a tecnologia para automatizar tarefas, reduzir retrabalho e melhorar a qualidade das informações utilizadas na tomada de decisão.
O que sua empresa pode fazer agora?
Não é necessário esperar 2027 para começar a se preparar.
Uma boa preparação pode começar com algumas ações simples:
- Revise seus cadastros: confira produtos, serviços, clientes e demais informações utilizadas na operação.
- Converse com seu contador: entenda como as mudanças podem afetar especificamente o regime tributário e a atividade da sua empresa, e se faz sentido alguma escolha antes do fim do prazo de hoje.
- Verifique seu sistema de gestão e seu PDV: confirme se o software utilizado acompanha as mudanças fiscais e recebe as atualizações necessárias.
- Organize seus processos: identifique atividades que ainda dependem de controles manuais e avalie onde a automação pode ajudar.
- Acompanhe os prazos oficiais: mudanças tributárias acontecem de forma gradual, e novas regulamentações podem surgir ao longo da implementação.
A Reforma Tributária também é uma oportunidade para organizar a empresa
Mudanças na legislação podem gerar dúvidas e exigir adaptações, mas também podem servir como um momento para revisar processos que já precisavam de melhorias.
Uma empresa que conhece seus números, mantém os cadastros atualizados e possui processos organizados consegue responder às mudanças com mais clareza.
E esse tipo de organização não serve apenas para atender às obrigações fiscais.
Ela também ajuda o empresário a entender melhor o próprio negócio.
Como um sistema de gestão entra nessa preparação?
Um ERP pode conectar diferentes áreas da empresa em um único ambiente, integrando informações de vendas, estoque, financeiro e emissão fiscal, do PDV ao escritório.
Na prática, isso significa menos dependência de controles paralelos e mais facilidade para acompanhar a operação.
Para empresas que estão passando por mudanças tributárias, essa integração pode ser especialmente útil para manter os processos organizados enquanto novas regras entram em vigor.
Na Foco Sistemas, tecnologia e gestão caminham juntas para tornar a rotina empresarial mais simples, organizada e eficiente.
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Fonte oficial
Para acompanhar as orientações e o cronograma oficial, consulte o cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos da Reforma Tributária do Consumo, publicado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS.
Importante: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a orientação de um contador ou profissional tributário. Cada empresa deve avaliar sua situação de acordo com sua atividade, regime tributário e demais características específicas.


